Ao chegar ao mar arrefeço a alma e salgo o espírito que de caminho é levado ao incerto, esperando apenas 1 sinal de algo que não nada, que me dê existência, que me guie para além do horizonte, para que não mais seja, ao infinito.
Quando me penso perdido encontro 1 levitar brusco que me eleva para fora da Terra que já não é mais minha, mas sim daqueles que apenas segredos deixaram aquele que me leva.Ao sair de órbita viajo em sonho, até que de rompante acordo, com o que pensava ser, a Origem.
Imóvel permaneço calmo, sem choque, sem medo, sabia que o tempo me levaria ao inevitável momento que é o agora, que me enche de vazio e trevas, abraçando-me como um irmão.A Origem transmite o que palavras não pode ser, mas que de mais maneira alguma pode ser transmitido, transformando assim o meu ser, no que deveria ser esquecido, e com uma súbtil rajada e beijo, me envia de volta ensinado, mais que o segredo de um todo, a que se pode chamar mundo.
Ao regressar aproveito e pensando, no que em momentos aprendi desejo, que ao chegar onde tenha e me vejo, me completo em cantos que não podem ser ouvidos, cantos que ao serem queridos, não mais se ouvem senão seus ruídos, sendo estes os últimos, que algo que seja ouça.
Ao erguer-me em corpo apercebo, que a sensação que relembro, não era apenas 1 só relevo que na alma para sempre engredo, sem morte nem medo em frente ando, com leque na mão empunho, o que de impossível e possível não peço, porque é tudo o que eu já tenho.
Com minha mão controlo, o que a todos parece horrendo, o destino deste Mundo.
Ao cantar da morte eu soo, sem prós nem contras eu voo, para aquilo a que me parece em cheio, com a fúria do vento planeio, mais suave e leve não creio, que do meu poder me aumento, como pessoa e elemento.
Esta Terra não é a mesma, esta Terra não é dela, esta Terra para trás conta, o cataclismo que de outra ponta, limpará toda a arrogância, que num só ser pode haver sem demasia, pois tudo o que eu queria, era salvar quem de obra ingrácia, me deu fulgor e ar suspiro, de um corpo que senão giro, também o mesmo que me fez criança.
Em pensamento apenas me guardo, até que um dia a seu lado, me surgirei com toda a pojança, e obliterarei toda a má vivência, deste humano que de ser simples, morreu a alma, mas ficou espírito.
Ao amanhecer breve acordo, mais poderoso do que nunca, imparável ao voar da sombra, que vacila ao vento com a boa onda, de viver aquilo, que se chama em honra, do ser que me elevou a escombra, de uma canção que nunca trás sorte.
Bendito é o homem que ao ouvir pereça, sem dor sofrimento ou doença, ao embelezante, cantar da morte.
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